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PostHeaderIcon A Lepra do Pecado

Qui, 19 de Janeiro de 2012 00:00 | Escrito por Maria Luiza | PDF Imprimir E-mail

A LEPRA DO PECADO

 

Como, em nome de Deus e da santidade do Povo de Deus, se criam mecanismos de rejeição, de exclusão, de marginalização. Não temos que criar um Deus que atue de acordo com os nossos esquemas mentais, com as nossas lógicas e preconceitos; o que temos é de tentar perceber e acolher a lógica de Deus. Como é que lidamos com os excluídos da sociedade ou da Igreja? Procuramos integrar e acolher (os estrangeiros, os marginais, os pecadores, os “diferentes”) ou ajudamos a perpetuar os mecanismos de exclusão e de discriminação?

No Evangelho de hoje Jesus nos apresenta a novidade: virá demonstrar que Deus não marginaliza nem exclui ninguém e que todos os homens são chamados a integrar a família dos filhos de Deus. Ele denuncia uma Lei que criava marginalização e exclusão. Jesus, com a autoridade que Lhe vem de Deus, mostra que a marginalização imposta pela Lei não expressa a vontade de Deus.

Sua compaixão leva-o a curar um doente marginalizado e a reintegrá-lo à sociedade Indiretamente, o nosso texto convida-nos a repensar as nossas atitudes e comportamentos face aos nossos irmãos. Não será possível que os nossos preconceitos, a nossa preocupação com o legalismo, a nossa obsessão pelo politicamente correto estejam a criar marginalização e exclusão para os nossos irmãos? Não pode acontecer que, em nome de Deus, dos “sãos princípios”, da “verdadeira doutrina”, das exigências de radicalidade, estejamos a afastar as pessoas, a condená-las, a catalogá-las, a impedi-las de fazer uma verdadeira experiência de Deus e de comunidade?


Como Jesus, não podemo nos conformar com essas leis e muito menos pautar por elas os nossos comportamentos para com os nossos irmãos.

 

© 2010. 
Paróquia Nossa Senhora do Carmo.